quinta-feira, 17 de novembro de 2011

História da Paróquia Santa Cruz - Parelheiros - São Paulo - sp - Diocese de Santo Amaro

PARÓQUIA SANTA CRUZ1


Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 6, 14)

Capítulo I – História de Parelheiros
A história de Parelheiros começou com a ocupação paulatina das terras do Ribeirão Vermelho, pelos migrantes que chegaram ao Rio de Janeiro e depois ao Porto de Santo a bordo do “Maria” em 1827, provenientes de Colônia – cidade alemã. Pioneiras, as famílias Reimberg, Klein, Hessel, Boemer, Roschel, Schunk, Gotsfritz, Helpftein, Zillig, Rocumbak, Kasper e Guilger chegaram à esta terra “prometida” mas, em “Canaã”, além do céu, da água abundante, da mata Atlântica e das nações indígenas que povoavam o Ribeirão Vermelho, mais nada. Sem estrutura urbana ou rural, sem escola, sem meios de transporte e sem igreja, era o difícil recomeçar de uma gente que, por ferramenta, só traziam a esperança. Eram os colonos católicos que para assistirem à missa caminhavam por uma picada na Serra do Mar até a igreja em Conceição de Itanhaém. Eram os colonos alemães que aos poucos foram se “acaboclando” para se adaptarem às novas condições que a vida lhes apresentava e nessa adaptação, tratavam eles próprios da educação dos filhos deixando de lado suas tradições e o idioma que aos poucos foi esquecido. A agricultura que conseguiram desenvolver foi a de subsistência e a fonte de renda maior provinha da lenha, do carvão, da fabricação de tijolos e da areia. A vila de Parelheiros, na verdade, só seria fundada por obra e graça de Amaro Pontes que prometeu doar seu sítio à Cúria se voltasse vivo da Guerra do Paraguai. Cumprida a promessa e feita a doação, construiu-se, dezoito anos após o término da Guerra, em maio de 1889, a Paróquia de Santa Cruz ao redor da qual se constituiu, primeiramente, a Vila de Santa Cruz de Parelheiros e, depois, o Bairro de Parelheiros.
         Parelheiros se destaca em relação à Colônia Paulista pelo fato de haver uma estrada aberta no século XIX, por iniciativa de Henrique Schunck (alemão), pai do fundador de Cipó (hoje distrito de Embu-Guaçu). A estrada de Parelheiros, atual Avenida Sadamu Inoue, ligava as vilas de Embu-Guaçu e São José, de onde se podia partir para Rio Bonito e Santo Amaro, evitando, assim, a passagem pela Colônia, onde havia a mais antiga estrada da Conceição.
         Em meados do século XX, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, diversos japoneses desembarcaram no Porto de Santos. Grande parte deles ficaram no chamado Cinturão Verde Metropolitano de São Paulo, inclusive Parelheiros. 
         Portanto, quando falamos sobre o aniversário deste bairro, estamos comemorando e nos referindo à inauguração da primeira Capela, ocorrida em 1898, denominada Paróquia de Santa Cruz e, observe-se, isto só aconteceu 71 anos depois da chegada as primeiras famílias alemãs ao Bairro.
         A capela ficou sob a administração da Paróquia São Sebastião, Cipó-Parelheiros, Região de Santo Amaro da Arquidiocese de São Paulo. Em 30 de abril de 1980 é erigida a Paróquia Santa Cruz de Parelheiros. Em 1989 é criada a Diocese de Santo Amaro, várias paróquias são criadas diminuindo o tamanho da Paróquia Santa Cruz que se estendia na época do do Bairro Recanto Campo Belo até o limite sul da Diocese de Santo Amaro. Em 21 de abril de 2005 o Instituto Missionário de Jesus Salvador, na pessoa do Pe. Micael, fica encarregado da administração da Paróquia Santa Cruz. 

         Retirado de manuscrito sobre o histórico da origem da capela de Santa Cruz:
         “O Sr. Amaro de Pontes, proprietário de uma área de terra com nove alqueires paulistas, moço novo, forte e bem disposto, mais ou menos com 25 a 30 anos de idade, arrebentou (sic!) a Guerra do Paraguai em 1855 (na verdade em dezembro de 1864). Naquela época (a capela) era uma cobertinha de sapé, tinha uma cruz com um metro e meio de altura mais ou menos, com o passar do tempo ele resolveu fazer uma capelinha de madeira com a frente aberta, aonde foi caiado o nome de Capela de Santa Cruz. Logo depois que começou a guerra, a polícia resolveu ir buscar o Sr. Amaro de Pontes, quando ia passando por ali ele pediu que queria fazer uma prece aos pés da cruz e a polícia consentiu. Ele ajoelhou-se, fez a oração desejada, levantando dali arrumou as mãos, olhou para cima e pediu a Deus, que enfrentando a guerra e voltasse vivo doaria essa área para Santa Cruz. Esse milagre aconteceu, pois quando estava bem perto, a guerra tinha terminado, largaram-no e vários outros companheiros na mão, vieram embora a pé, não se sabe quantos dias levaram para chegar nas suas residências, sofreram muito mas chegaram nas suas casas. O Sr. Amaro de Pontes querendo cumprir a promessa que tinha feito, procurando um homem que conhecia um pouco mais a origem da história de Santa Cruz, pediu a ele para fazer um documento doando essa área para Santa Cruz. Com o decorrer do tempo, no ano de 1898 foi inaugurada a igreja, antigamente o nome era Capela de Santa Cruz e pelo motivo de haver duas raias paralelas em reta de corrida, o pessoal se ajuntava ali para fazer aquelas parelhas de dois cavalos corredores para ver qual era melhor, essa é a origem do nome ‘Parelheiros’. Por isso chama-se ‘Santa Cruz de Parelheiros’”.

Capítulo II – Testemunho Histórico

1. Pedro Geraldo Schunck

“Doou o terreno onde hoje está construída a Paróquia Santa Cruz, fundador do CDM local, fundou em 1935 o Parelheiros Futebol Club. Em 1986, completou 50 anos de festeiro na paróquia Santa Cruz de Parelheiros”.

2. Testemunho de Pedro Geraldo Schunck em 6 de abril de 1984

“Eu Pedro Geraldo Schunk nascido em 11 de Dezembro de 1901, fiz este histórico em nome do meu velho e saudoso pai Pedro Schunk nascido em 8 de setembro de 1841, e falecido em 18 de Novembro de 1931, ele é quem me contava essa história toda. Em 1962, chegando em Parelheiros o padre José lituano, um trabalhador incansável sendo responsável por nossa Paróquia, resolveu reformar a igreja, me procurou para dar uma ajuda, Pedro Roschel Christie e Amália  Schunk Cristie eram os tesoureiros naquela época, eu Pedro Geraldo Schunck consultei eles se tinha (sic!) dinheiro, então eu me encarreguei da reforma da igreja e procurei Pedrinho Christie e José Alves do Rosário vulgo ‘Jéco Preto’, com muita boa vontade prometeram trabalhar, e fomos em frente, eu e o padre José fomos até a vila Zelinda encomendar esses ladrilhos e fazer essa Cruz que aí está”.
Em 13 de maio de 1984: “Hoje é o dia sagrado das mães. Feliz o que tem sua mãe viva e sabe dar valor que ela merece. Gente Querida de Parelheiros e vizinhanças homens e mulheres, moças e moços velhos e velhas, essas queridas crianças que serão o futuro do amanhã, é com muita satisfação que estou neste palanque para dizer a vocês que no dia 2 de agosto de 1937 eu mudei do Cipó “em” (sic! para) Parelheiros, para fazer a festa de Santa Cruz, fazia-se a festa nos dias 15 e 16 de Agosto dois dias santificados, e voltando novamente (sic!) para o mês de maio eram nomeados quatro festeiros, eram eles Pedrinho da Venda e outros todos falecidos, Cota R., Juca R e esposa, Juca Rodrigues e esposa, Numen Roschel solteirão, no dia 2 e 3 de Maio de 1976 tinha outra festa os romeiros de Pirapora tinham trazido o Senhor Bom Jesus de Pirapora, está na Igreja de Santo Amaro, a comissão resolveu ver se trazia até Parelheiros, com muito trabalho e sacrifício, com a graça de Deus e ajuda do presidente da romaria, o Sr. Henrique Pires, conseguimos trazer até Parelheiros, onde permaneceu um dia e uma noite na Igreja de Parelheiros aonde foi muito bem prestigiado pelos moradores do bairro, me sinto feliz e emocionado estar perante esta multidão, em estar aqui hoje com meus 82 anos bem vividos graças a Deus, junto a esta belíssima comissão que aí está, inclusive o Padre Carlos, para fazer a quadragésima oitava festa de Santa Cruz de Parelheiros, 48 anos de luta. Eu creio que nunca mais verei este acontecimento, a vinda do Bom Jesus. Pedro Geraldo Schunk, vulgo, Tio Pedrinho da Venda (de 1936 a 1986) em 6 de abril de 1984”.

 “Nós vos adoramos e bendizemos Senhor Jesus Cristo. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo” (Via Sacra)

Capítulo III – Criação da Paróquia Santa Cruz

1. Transcrição do Decreto de criação

         CÚRIA METROPOLITANA DE SÃO PAULO

DECRETO N. 366

         FAZEMOS SABER QUE, atendendo às necessidades espirituais de Nossa Arquidiocese, tendo obtido parecer favorável do Colendo Cabido Metropolitano e ouvido os Párocos confrontantes, usando de Nossa jurisdição ordinária e de conformidade com o Código de Direito Canônico. Havemos por bem criar a Paróquia amovível de

SANTA CRUZ – PARELHEIROS

Formada com territórios desmembrados da (s) Paróquia (s) de

São José – Bairro São José
São Sebastião – Cipó

E cujos limites vão adiante declarados.

         Gozará a dita Paróquia de todos os direitos e privilégios que lhe couberem e terá seus Livros de assentamentos de Batizados e Casamentos,feitos em duplicata e previamente rubricados na Cúria Metropolitana. Portanto, damos por erigida e constituída esta nova Paróquia de Nossa Arquidiocese, mandando que seja este Decreto lido num domingo ou dia santificado e integralmente registrado no Livro do Tombo da Paróquia, bem como no Registro de Paróquias da Cúria Metropolitana.
         Dado e passado em Nossa Cúria Metropolitana, aos 30 de abril de 1980.

Arcebispo Metropolitano

Chanceler do Arcebispado

1. Com a Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Grajaú
Iniciam-se no ponto onde os limites do Distrito de Parelheiros coram a Estrada de Ferro Fepasa. Seguem pelos limites do Distrito de Parelheiros até encontrar as divisas do Município de São Bernardo do Campo na Represa Billings.

2. Com o Município de São Bernardo do Campo (Diocese de Santo André)
Do ponto anterior, seguem pelas divisas com Município de São Bernardo do Campo até atingir as divisas do Município de São Vicente na altura da Estação Engenheiro Ferraz na Estrada de Ferro FEPASA.

3. Com o Município de São Vicente (Diocese de Santos)
Do ponto anterior, seguem pelas divisas do Município de São Vicente até atingir a junção com a s divisas do Município de Mongaguá e do Município de Itanhaém.

4. Com o Município de Itanhaém (Diocese de Santos)
Do ponto anterior, seguem pelas divisas do Município de Itanhaém até o ponto de junção com as divisas do Município de Juquitiba.

5. Com o Município de Juquitiba – (Paróquia Nossa Senhora das Dores) R.E.IT Do ponto anterior, seguem pelas divisas do Município de Juquitiba até o ponto de junção com as divisas do Município de Itapecerica da Serra e do Muncípio de São Paulo.

6. Com o Município de Embu-Guaçu – (Paróquia Santa Terrezinha) R.E. IT
Do ponto anterior, seguem pelas divisas do Município de Embú-Guaçu até o ponto de junção com as divisas do Município de Itapecerica da Serra e do Município de São Paulo.

7. Com a Paróquia São José – Bairro São José
Do ponto anterior, seguem pelos limites do Distrito de Parelheiros até atingir a Estrada de Ferro Fepasa, ponto onde tiveram início estes limites.
Desde a sua criação, foram criadas diversas Comunidades algumas das quais posteriormente se transformaram em Paróquias. São elas: Santo Expedito/N.Sra Aparecida – na Colônia – em 17.07.95;
Divino Espírito Santo – em Marcilac – em 28.01.96.
Paróquia Santa Bárbara (na época da criação Maria Mãe da Igreja) – no Jardim dos Álamos – em 18.07.95.

2. Administradores Paroquiais e Párocos desde a sua criação:

Pe. Carlos Baldissari – como Vigário Ecônomo, de 25.05.80 até 18.12.84.
Pe. Moacir Ventura da Silva – como Administrador Paroquial de 18.12.84 a 04.09.86.

Pe. Lourival dos Santos Gratão – como Administrador Paroquial de 04.09.86 a 30.01.89.
Pe. José Aparecido Gonçalves de Almeida – Como Vigário Paroquial de 20.01.87 a 31.01.88.

Pe. Giorgio Paleari, PIME – como Administrador Paroquial de 30.01.89 a 15.01.90.
Pe. Oswaldo Gerolin Filho – como Vigário Paroquial de 15.01.90 a 15.01.91.

Pe. Luvercy Armond da Costa – Pároco de 15.01.90 a 21.04.2005.
Pe. Giorgio Palleari, PIME – como vigário Paroquial de 15.01.90 a 15.01.91.
Pe. José Renilton Fontes – como Vigário Paroquial de 10.01.91 a 10.02.92.

Pe. Micael de Moraes,sjs – de 21.04.2005 até a presente data.

3. Constituição atual da Paróquia Santa Cruz.

Secretaria Paroquial
Capela de Santa Cruz
Praça Júlio César de Campos, n. 15.
Parelheiros Tel. (11) 5920.8481
04890.320

Casa Paroquial
Rua Amaro Pontes, 108
Parelheiros

Matriz de Santa Cruz
Rua Pedro Klein do Nascimento, n. 20
Parelheiros

Capela de Santa Cruz
Praça Júlio César de Campos, n. 15.
Parelheiros

Comunidade Santa Marta
Rua Doutor Americano, n. 15.
Jardim Progresso

Comunidade São Pedro
Rua Vitório Baldine, n. 48.
Vila Roschel

Comunidade Nossa Senhora de Fátima
Rua São Sebastião da Barra, n. 20.
Parque Amazonas

Comunidade Santa Luzia
Rua Alfredo Roler, n. 92.
Jardim Roschel

Comunidade Sagrado Coração de Jesus
Rua Conde de Canstre, nº 540
Santa Fé

2 comentários:

  1. BOM DIA GOSTARIA MUITO DE MANTER CONTATO COM O PADRE MICAEL O MAIS BREVE POSIVELMEU TELEFONE E 81 96448083 OU 81 86279214.MUITO OBRIGADO ACEITE O MEU HUMILDE E SINCERO ABRAÇO.

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  2. Olá boa tarde
    Bom eu faço historia na UNIFESP e gostaria e fiquei muito interessada nesse documentos e gostaria de saber como é possível acesso as eles
    Sera que esses documentos esta na própria Igreja de Parelheiros,ou na Subprefeitura ou no cartório de Parelheiros
    Se você pode me ajudar a encontrar esses documentos
    Deste já agraço

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